Codornas japonesas machos produzem uma espuma seminal estranha que parece aumentar as chances de fertilizar um ovo com sucesso.
Com informações de Live Science.

As codornas japonesas (Coturnix japonica) são parentes menores das galinhas e dos perus, com uma característica muito incomum: os machos produzem uma espuma seminal única que lembra merengue.
A espuma é incomum entre pássaros, mas os perus produzem uma substância semelhante.
As codornas japonesas eram criadas em cativeiro já no século XI e, inicialmente, eram criadas por seus cantos melódicos. Mais tarde, porém, foram exploradas por sua carne e ovos.
Essas pequenas aves, que pesam entre 100 e 300 gramas, atingem a maturidade sexual por volta das 6 semanas de vida, e as fêmeas são poedeiras prolíficas, produzindo entre 250 e 300 ovos por ano. Por isso, também são muito populares em pesquisas científicas. E, em 1990, tornaram-se as primeiras aves a serem incubadas e eclodidas no espaço.
Os cientistas notaram pela primeira vez que as codornas japonesas apresentavam sêmen espumoso incomum na década de 1950, e isso tem sido objeto de pesquisas desde então. Sua espuma seminal única é produzida durante o acasalamento pela glândula proctodeal na cloaca — a cavidade que contém os órgãos excretores e reprodutivos — e acredita-se que aumente as chances de fertilização bem-sucedida do óvulo da fêmea.
A espuma se une ao fluido seminal e ao próprio espermatozoide durante a ejaculação. Sua consistência borbulhante é criada pelas contrações dos músculos da cloaca, que amplificam os efeitos dos gases liberados pelos microrganismos presentes na cavidade.
Acredita-se que a espuma ajuda os espermatozoides a amadurecerem após entrarem no trato reprodutivo feminino, onde são armazenados por 8 a 11 dias antes da fertilização. Também pode aumentar a motilidade do esperma e protegê-lo de bactérias.










